quinta-feira, 30 de agosto de 2012

o mercantilismo e o trafego negreiro

Durante muito tempo, justificou-se a escravidão do negro africano no Brasil pela falta de adaptação do índio nativo ao regime de trabalho compulsório, o que dava a entender que o negro se adaptava mais facilmente à escravidão ou, ao menos, não apresentava tanta resistência, sendo, portanto, mais servil e obediente.

Essa interpretação tradicional pode ser questionada de diversas formas. Em primeiro lugar, foi comum o recurso à escravidão do índio nas regiões em que o acesso ao tráfico africano era difícil ou em que não se conseguia pagar o alto preço do escravo negro.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Rafa, muito interessante sua pesquisa... Gostei da parte onde está escrito que o negro se adaptava mais facilmente à escravidão, ou ao menos não representava tanta resistência, etc. etc. De certa forma, essa qualidade que havia no escravo inexistia no índio... e você foi muito feliz na prova hoje. De fato, a mão de obra escrava fez-se necessária devido ao fato de os índios não aceitarem a condição de escravo. Não quero criticar o escravo, dizer que faltou a ele rebeldia etc. etc. Na verdade a passagem da condição de Homem-Livre para Homem-Escravo se dava através de um ritual rigoroso de muita violência e cenas tétricas (medonhas), de modo que o individuo simplesmente abandonasse sua existencia mental, como se ele deixasse de existir como um individuo, um ser humano livre para fazer suas escolhas... entende como da mesma maneira que os nativos brasileiros foram praticamente exterminados, os africanos, aqui na America, também perderam suas vidas?

    pesquisa inspiradora, parabéns!
    abraço.

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